Centro de Diagnóstico Ultrassonográfico Especializado em Imagem da Mulher
Centro de Referência no Diagnóstico de Endometriose Profunda

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Leiomiomas

Os leiomiomas uterinos, também conhecidos como miomas ou fibromas, são nódulos sólidos, a grande maioria de natureza benigna, que se formam a partir do músculo da parede uterina. Podem apresentar dimensões variadas, desde milímetros até muitos centímetros, podendo ser intramurais (dentro da parede), subserosos (junto ao contorno externo do útero) ou submucosos (junto à camada que reveste o útero internamente).

Todas as mulheres na idade reprodutiva estão sujeitas ao aparecimento desses nódulos, que costumam ser mais frequentes a partir dos 35-40 anos. As mulheres de pele negra são mais suscetíveis à formação de miomas. A sua causa ainda não é totalmente conhecida, mas sabe-se que eles estão associados à produção de estrogênio. 

As mulheres com miomas podem ser assintomáticas e o nódulo ser um achado incidental de uma ultrassonografia realizada no contexto de um check-up ginecológico. Já as pacientes sintomáticas podem apresentar as seguintes queixas: aumento do fluxo menstrual; aumento do volume uterino; desconforto urinário e gastrointestinal em decorrência da compressão do mioma sobre a bexiga e o intestino; dor pélvica; anemia pelos sangramentos abundantes; infertilidade e abortamentos (quando os miomas são submucosos e apresentam projeção significativa para dentro da cavidade uterina).

Os exames de imagem mais precisos para a detecção de miomas são a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética da pelve. O papel dos métodos de imagem abrange desde a sua identificação, localização, mensuração, avaliação do padrão de vascularização, bem como a determinação da espessura do músculo que o envolve, tanto em relação à parede externa como interna. Tais parâmetros são fundamentais para o aconselhamento clínico e planejamento do tratamento cirúrgico, quando indicado.

As mulheres que não apresentam sintomas ou problemas de infertilidade decorrente dos miomas, podem ser acompanhadas através de ultrassonografias seriadas, onde serão realizadas medidas comparativas do diâmetro dos nódulos. Já as mulheres que apresentam sintomas podem optar por tratamentos mais conservadores, através de medicações ou embolização das artérias uterinas, ou cirúrgicos seja para miomectomias (retirada dos nódulos) ou para a retirada do útero.